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Sábado, 11 de Abril de 2026

Interior goiano ganha com aumento do royalty cobrado das empresas que atuam no setor de mineração



Interior goiano ganha com aumento do royalty cobrado das empresas que atuam no setor de mineração

Municípios se beneficiarão com ampliação dos royalties previstos, principalmente as cidades produtoras de ouro

 

Os municípios goianos grandes produtores de ouro, como Crixás e Pilar de Goiás, serão os mais beneficiados pelo aumento de alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), o royalty cobrado das empresas que atuam no setor. Isso porque a alíquota cobrada sobre o ouro retirado das terras goianas dobrou, passando de 1% para 2% com o anúncio do novo marco da mineração esta semana.

 

Com isso, o royalty recolhido em Crixás, por exemplo, passaria de R$ 6,2 milhões para R$ 12,5 milhões, considerando que a cobrança passará a incidir também sobre o faturamento bruto, e não sobre o líquido, como ocorre hoje. Em operação desde 1989, em Crixás, a Mineração Serra Grande, empresa do grupo AngloGold Ashanti, é a maior empregadora e geradora de receitas para o município, com mais de 1 mil empregos diretos.

 

Os royalty arrecadados com a extração nióbio em Catalão e Ouvidor, no Sul do Estado, também passarão de 2% para 3%. A Empresa que detém a concessão local é a Mineração Catalão, do Grupo Anglo American, uma das maiores produtoras de nióbio do mundo. O produto, destinado à produção de aço de alta resistência, é exportado para indústrias siderúrgicas da Europa, América do Norte e Ásia.

 

Royalties

A principal mudança está na forma de cobrança dos royalties. Hoje, o cálculo do valor devido de royalty é feito com base no faturamento líquido da empresa. A MP prevê que, agora, a cobrança será feita com base na receita bruta da venda do minério.

Além disso, o governo anunciou mudança nas alíquotas dos royalties cobradas de algumas áreas do setor mineral. Elas começam a valer a partir de novembro.

 

  • Nióbio: aumenta de 2% para 3%;

  • Ouro: sobe de 1% para 2%;

  • Diamante: passa de 2% para 3%;

  • Minerais de uso imediato na construção civil: cai de 2% para 1,5%;

  • Minério de ferro: a MP prevê que a alíquota vai variar conforme o preço no mercado internacional, até o limite de 4%;

Temer afirmou que "o ajustamento dos royaties aumentará a contrapartida da mineração para a sociedade e dará previsibilidade para as mineradoras."

 

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a partilha dos royalties entre os entes federativos não muda. Assim, a União fica com 12%, estados com 23% e, municípios, com 65%.

Foto e Fonte: O Popular 

 




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